
Mercado
Depois da prova do feriadão: como secar o tênis, cuidar da meia e revisar os dados do relógio
Por Bruno AlmeidaEquipamento e tênis
Correu hoje, domingo, a prova do feriadão? Então o equipamento deve estar no canto da área de serviço: tênis úmido, meia suada e relógio com a atividade ainda esperando sincronização. Vai correr amanhã, segunda, 12 de outubro? Guarde para depois da prova de segunda. Antes de voltar a treinar, vale meia hora de cuidado. Abaixo, o que as próprias marcas recomendam nas páginas oficiais de cuidado, separado do que é opinião de terceiros.
Tênis: secar primeiro, lavar só se precisar
Se o par voltou molhado de chuva, água de posto de hidratação ou suor, o primeiro passo é tirar palmilha e cadarço e deixar secar à sombra, em temperatura ambiente. A ASICS orienta encher o tênis com papel-toalha para absorver a umidade e manter a forma, e pede para não deixar perto de aquecedor nem no sol direto, porque o calor pode deformar o calçado ou soltar a colagem. A adidas sugere jornal dentro do tênis com o mesmo objetivo e também descarta secadora e aquecedor.
Lavar não é obrigatório. A Brooks diz que não existe prazo fixo para limpeza e que, na rua, a sujeira leve é só sinal de uso. Quando for lavar, as marcas convergem:
- nada de máquina de lavar nem secadora (Brooks, ASICS e adidas falam isso com todas as letras);
- escova macia ou pano com água morna e detergente neutro, sem deixar o tênis de molho;
- sem alvejante nem produto de limpeza doméstica;
- palmilha lavada à parte, também sem mergulhar, e só recolocada depois de seca.
A Nike estima que um tênis de corrida pode levar cerca de oito horas para secar por completo depois de lavado. Quem lava no domingo à noite, portanto, pode não ter o par pronto na manhã seguinte. Se você corre de novo na segunda, não lave: só seque o tênis e, se tiver, use o outro par.
Girar par e anotar a quilometragem
Se você tem outro tênis, usar o segundo par enquanto o da prova seca é a saída prática para não calçar um tênis úmido. Também é um bom momento para registrar quantos quilômetros o modelo já acumulou. No Garmin Connect, o recurso de equipamentos (Mais > Equipamentos) permite cadastrar o tênis, definir uma meta de distância e atribuir o par a uma atividade depois que ela já foi salva. Segundo o Tom's Guide, a meta padrão vem em 650 km. Esse número é configuração do app, e não prazo de validade do tênis: a durabilidade varia por modelo e por uso, e a decisão de aposentar o par continua sendo sua.
Meia: siga a etiqueta
Meia técnica costuma trazer na etiqueta as instruções de lavagem do fabricante, e elas valem mais do que qualquer regra geral. O básico é não deixar a meia suada fechada na mochila até o dia seguinte e conferir se ela ficou com furo ou ponto ralo no calcanhar ou na ponta antes de colocá-la de volta na gaveta das meias de prova.
Relógio: enxaguar, secar e sincronizar
O manual da Garmin recomenda enxaguar o relógio com água doce, ou passar um pano úmido sem fiapos, e deixar secar por completo. Segundo o manual, até um pouco de suor ou umidade pode corroer os contatos elétricos quando o relógio vai para o carregador, o que pode impedir carga e transferência de dados. Pulseira de couro não deve molhar.
Seco o relógio, sincronize e confira se a atividade da prova chegou inteira ao app. A central de suporte da Garmin tem um roteiro para quando a sincronização não acontece. Depois, revise os dados com calma: distância registrada pelo GPS (é comum diferir um pouco da medição oficial do percurso), ritmo por quilômetro e se o par certo ficou vinculado à atividade. Compare o tempo do relógio com o resultado oficial da organização, que é o que vale.
Checklist rápido
- palmilha e cadarço fora, papel dentro, tênis secando à sombra;
- lavagem à mão só se precisar, nunca na máquina;
- quilometragem do par atualizada no app;
- meia lavada conforme a etiqueta;
- relógio enxaguado, seco antes de carregar e sincronizado.
