Maratona de Nova York é amanhã: Obiri busca o tri sem Hassan e Kipruto defende o título; veja quem olhar
    Foto: Mike Peel / Wikimedia Commons · Creative Commons BY-SA

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    Maratona de Nova York é amanhã: Obiri busca o tri sem Hassan e Kipruto defende o título; veja quem olhar

    Juliana Costa

    Por Provas e calendário

    A Maratona de Nova York larga neste domingo, 1º de novembro, e chega à edição que marca os 50 anos do percurso pelos cinco distritos da cidade. Na elite, Hellen Obiri tenta o terceiro título, e a campeã olímpica Sifan Hassan, que estava na lista, desistiu. Benson Kipruto defende a vitória que veio por três centésimos de segundo. Na cadeira de rodas, Marcel Hug busca o oitavo título, e Vanessa de Souza é a única brasileira na lista profissional da organizadora. Veja quem olhar em cada prova e em que trechos do percurso vale prestar atenção.

    A lista de atletas foi conferida em 31/10/2026 na página oficial de atletas profissionais da organizadora, a New York Road Runners (NYRR). Marcas e títulos vêm do anúncio oficial do pelotão, de 19 de agosto, e da prévia da World Athletics. Desistências de última hora acontecem, então a lista pode mudar até a largada.

    Largadas no horário de Brasília: cadeira de rodas a partir das 10h, elite feminina às 10h35 e elite masculina às 11h05. O guia completo, com todas as ondas, o app e onde assistir, está na matéria do Pedro Henrique Santos.

    Quem saiu da prova

    Em 14 de outubro, a NYRR anunciou a saída de Sifan Hassan, da Holanda, e atribuiu a desistência a um contratempo nos treinos. Na prévia da prova, a World Athletics diz que Hassan saiu por doença. No mesmo anúncio, a NYRR informou que a americana Fiona O'Keeffe saiu por lesão. Em 26 de outubro, a organizadora informou outras baixas, entre elas a etíope Gotytom Gebreslase, o italiano Iliass Aouani, os americanos Paul Chelimo e Casey Clinger e, na cadeira de rodas, o japonês Tomoki Suzuki, terceiro colocado em 2024 e 2025.

    Feminino: Obiri atrás do tri

    • Hellen Obiri (Quênia): venceu em 2023 e 2025. No ano passado, fez 2:19:51 e quebrou o recorde do percurso, que era de 2003. Tem a melhor marca do pelotão, 2:15:53. Só três mulheres venceram Nova York três vezes ou mais: Grete Waitz (9), Mary Keitany (4) e Paula Radcliffe (3).
    • Sheila Chepkirui (Quênia): campeã em 2024 e terceira em 2025, com 2:20:24. Venceu a Maratona de Nagoya em março e tem 2:17:29 de melhor marca.
    • Viola Cheptoo e Edna Kiplagat (Quênia): também têm marcas abaixo de 2h20. Kiplagat foi campeã de Nova York em 2010.
    • Julia Paternain (Uruguai): bronze no Mundial de 2025 e recordista uruguaia, com 2:25:47. Foi oitava em Londres neste ano e corre a sua segunda grande maratona do circuito Major.
    • Weini Kelati (EUA): estreia na maratona. É a recordista americana da meia maratona e, em março, em Barcelona, baixou o próprio recorde norte-americano da distância para 1:06:04. No ano passado, acompanhou a prova feminina de dentro do carro que vai à frente das líderes.
    • Também na lista: as americanas Annie Frisbie, quinta em 2025, e Jessica McClain, quinta em Boston neste ano, com 2:20:49.

    Masculino: Kipruto quer repetir, e Mantz está de volta

    • Benson Kipruto (Quênia): o atual campeão venceu em 2025 com 2:08:09, três centésimos de segundo à frente de Alexander Mutiso, a chegada mais apertada da história da prova. Tem 35 anos, quatro títulos de grandes maratonas e o bronze olímpico de Paris 2024. Nenhum homem vence duas vezes seguidas em Nova York desde John Kagwe, em 1998.
    • Geoffrey Kamworor (Quênia): campeão em 2017 e 2019, com 2:04:23. Subiu ao pódio em quatro de suas cinco participações na prova.
    • Abdi Nageeye (Holanda): campeão em 2024, foi o primeiro holandês a vencer em Nova York. É o recordista do país, com 2:04:20.
    • Deresa Geleta (Etiópia) e Cybrian Kotut (Quênia): Geleta é o segundo mais rápido do pelotão, com 2:02:38, e Kotut tem 2:03:22. Os dois correm em Nova York pela primeira vez.
    • Conner Mantz (EUA): recordista americano, com 2:04:43 em Chicago 2025, volta depois de ficar fora da Maratona de Boston deste ano. Nova York é a sua primeira maratona desde Chicago.
    • Zouhair Talbi (EUA): fez 2:03:45 em Boston, a maratona mais rápida já corrida por um americano. A marca não vale como recorde, porque o percurso de Boston não é homologado para isso.
    • Estreantes: o sueco Andreas Almgren, recordista europeu da meia maratona com 58:06, o queniano Patrick Kiprop e o americano Ahmed Muhumed.

    Cadeira de rodas: Hug, Scaroni e Debrunner

    • Marcel Hug (Suíça): atual campeão e dono do recorde do percurso. Tem sete títulos em Nova York, venceu quatro das últimas cinco edições e já ganhou Tóquio, Boston e Londres em 2026.
    • Daniel Romanchuk (EUA), três vezes campeão, e David Weir (Grã-Bretanha), campeão em 2010, também estão na lista.
    • Susannah Scaroni (EUA): atual campeã, venceu em 2025 com 1:42:10.
    • Catherine Debrunner (Suíça): dona do recorde feminino do percurso, venceu em 2023 e foi terceira em 2025. Tem 12 vitórias em grandes maratonas, entre elas Tóquio e Londres neste ano.
    • Tatyana McFadden (EUA): segunda em 2025, tenta o sexto título.

    A brasileira na elite: Vanessa de Souza

    Vanessa de Souza é a única atleta do Brasil na lista profissional da NYRR, conferida em 31/10/2026. Ela corre na divisão de cadeira de rodas feminina, que larga às 8h02 de Nova York, 10h02 no horário de Brasília. Na lista oficial, ela aparece com residência em São Paulo e melhor marca de 1:39:55. Disputa a prova com Scaroni, McFadden e Debrunner.

    Os trechos para ficar de olho

    A prova cruza cinco pontes e passa pelos cinco distritos da cidade. O recorde masculino do percurso é 2:04:58, de Tamirat Tola, em 2023, segundo a NYRR e a World Athletics. É mais lento do que as melhores marcas de vários atletas do pelotão deste ano, como Kipruto (2:02:16) e Geleta (2:02:38). Para quem assiste, estes são os pontos do percurso que ajudam a entender a corrida:

    • Ponte Verrazzano, na largada: a prova começa em Staten Island, já em cima da ponte, que fica fechada para os carros.
    • Ponte Pulaski, na metade: marca os 21,1 km e a entrada no Queens. É um bom momento para contar quantos atletas ainda estão no grupo da frente.
    • Ponte Queensboro, perto do km 25: é a travessia do Queens para Manhattan, e subir a ponte é considerado um dos trechos mais desafiadores da maratona.
    • Primeira Avenida, a partir do km 26: uma reta longa rumo ao norte de Manhattan. Vale observar se o grupo da frente continua junto ou se começa a se desfazer.
    • Bronx: a prova passa só cerca de uma milha (1,6 km) no distrito, entre as pontes Willis Avenue e Madison Avenue. Neste ano, o traçado no Bronx tem pequenos ajustes, a primeira mudança no percurso em 15 anos, segundo a NYRR.
    • Quinta Avenida e Central Park: de volta a Manhattan, a prova segue para o sul pelo Harlem e pela Quinta Avenida e entra no Central Park na altura da Rua 90. A chegada fica dentro do Central Park, perto do restaurante Tavern on the Green. Em 2025, a prova masculina só se decidiu na linha de chegada, no parque.

    Foto ilustrativa: pelotão no Central Park na Maratona de Nova York de 2017

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