
Maratona
Chicago 2026: Vanessa a 2 segundos do top 4 e o que o pelotão brasileiro deixa para o amador
Por Pedro Henrique SantosHistórias e comunidade
Dois segundos. Foi essa a distância entre Vanessa Cristina de Souza e o quarto lugar na prova feminina em cadeira de rodas da Maratona de Chicago, disputada no domingo, 11 de outubro. A brasileira cruzou a chegada em 1h47min14, em quinto, logo atrás da norte-americana Hannah Dederick, que marcou 1h47min12, segundo a cobertura da Contra Relógio.
Se você acompanhou a nossa prévia com horários e onde assistir, já sabia que Vanessa estava no pelotão. Agora o resultado está na mesa.
Uma edição de recordes ao redor
O quinto lugar veio numa prova de nível altíssimo. A suíça Catherine Debrunner venceu a cadeira feminina com 1h33min16, novo recorde mundial da categoria, e o também suíço Marcel Hug levou o sétimo título em Chicago, com 1h21min34, recorde do percurso.
No pelotão a pé, a etíope Hawi Feysa repetiu o título com 2h13min33, à frente de Sharon Lokedi (2h14min07) e Brigid Kosgei (2h14min55): pela primeira vez, três mulheres terminaram uma maratona abaixo de 2h15, como registrou a World Athletics. No masculino, o queniano Amos Kipruto venceu com 2h01min09.
Os brasileiros no asfalto
Entre os brasileiros que correram a pé, José Eraldo Lima foi o mais rápido, com 2h20min34 e recorde pessoal. Marilia Serizawa foi a melhor brasileira, com 2h56min39, segundo tempos ainda extraoficiais divulgados pelo perfil Corrida no Ar.
O que isso deixa para quem corre no fim de semana
- Segundos contam, mas o ciclo conta mais. Uma diferença de 2s numa prova de quase duas horas mostra como o resultado se decide no acumulado de meses, não só no dia.
- Recorde pessoal é uma régua sua. O RP de José Eraldo vale como lembrete: a comparação mais útil é com a sua própria marca anterior.
- Brasil em Major é referência possível. Ver brasileiros nos resultados de Chicago ajuda a enxergar a maratona internacional como meta de longo prazo, com paciência e planejamento.
Se você também correu no feriadão, vale ler o que comer, beber e como dormir nas 48 horas depois da prova e quando voltar a correr na semana depois antes de pensar no próximo objetivo.
